Onde viveu Irmã Lúcia

Simples, acolhedora e modesta era a casa de Irmã Lúcia

Saiba como era local onde cresceu a pastorinha Irmã Lúcia

A casa onde viveu Irmã Lúcia está localizada em Aljustrel, mais ou menos a dois quilômetros do Santuário de Fátima, em Portugal. Pertencente à freguesia de Fátima, uma aldeia perdida na solidão da Serra d’Aire.

Como a maioria das casas dessa localidade, é simples, acolhedora e modesta. Essas características demonstram que nelas viviam famílias de agricultores e pastores.

Nesse contexto social, viveu Lúcia, filha de Antônio Santos e Maria Rosa Ferreira, a mais nova entre os sete irmãos.

Vários acontecimentos se deram nesse local. Seus pais, Antônio e Maria Rosa, viviam de maneira harmônica e conduziam a família com os normais desafios familiares. O pai, sempre alegre e conciliador; a mãe, mulher forte, atenta e de caridade com o próximo.

Como vivia Irmã Lúcia?

Ao falar sobre a “casa da Irmã Lúcia”, façamos uma moldura, para nela pintarmos um retrato da família onde viveu a pastorinha de Fátima, em meio a risos, firmeza, muito trabalho, esforço, harmonia, dedicação, esmero, fé, oração, piedade, brincadeiras, conciliação, honestidade, pobreza, paciência, preocupações, correções… enfim, um ambiente simples e modesto. Nesse lar, Lúcia teve como base sólida a sua fé, que a preparou para a grande e especial missão que Deus, por meio de Maria, confiaria a ela.

Substituiremos a palavra casa por lar, lugar onde acontece a relação familiar, pois não teria sentido falar de um espaço onde nele não tenha quem habite, pois são os membros que dão a ela o verdadeiro sentido de existir e os abrigar.

Lúcia viveu parte significativa de sua infância junto dos primos Jacinta e Francisco. No pátio da sua casa, sempre que podiam estavam a brincar, um dos fatos ocorridos foi quando Jacinta, ao perder a brincadeira, sugere a Lúcia :

– Por que não me mandas beijar aquele Nosso Senhor que está ali? (era um crucifixo que havia pendurado na parede).
– Pois sim – respondi. – Sobes acima duma cadeira, trazê-O para aqui e, de joelhos, dá-lhe três abraços e três beijos: um pelo Francisco, outro por mim e outro por ti.
– A Nosso Senhor dou todos quantos quiseres.
E correu a buscar o crucifixo. Beijou-o e abraçou-o com tanta devoção, que nunca mais me esqueceu aquela ação. ( Memórias da Ir Lúcia pg. 39)

Ambiente em que as aparições aconteceram

Se esse local pudesse falar, revelaria a nós o quanto de sobrenatural ali aconteceu. Foi à sombra das figueiras, que estão nesse quintal até hoje preservadas, que os pastorinhos viveram a aflição nos primeiros interrogatórios sobre as aparições, ali brincaram, esconderam-se ao serem procurados por curiosos ou peregrinos. Em 1916, no verão, especificamente no Poço do Arneiro, no momento em que os pastorinhos estavam a brincar, deu-se a Segunda Aparição do Anjo de Portugal.

Os pais de Lúcia eram honestos, pobres, trabalhadores, generosos e cristãos piedosos, viviam unidos no trabalho e na oração, dirigida normalmente pelo pai. Ele também procurava alegrar a intimidade do lar ao cantar e ensinar a catequese aos filhos enquanto se esperava pelo jantar. Tinha bom humor e sabia abrandar na fervura, quando via a esposa mais preocupada com os problemas, que cresceram a partir das Aparições de Nossa Senhora.

Nesse lar, Lúcia foi crescendo em vários aspectos da vida, tornou-se uma criança séria e decidida, tinha sempre atenção ao se apresentar bem, sobretudo nas festas. Era amada pela família pela sua inteligência e meiguice. Gostava de brincar e tinha o dom para contar histórias, cantar e dançar.

A espiritualidade de Irmã Lúcia

O terço em maio era rezado em família e de joelhos diante dum crucifixo. Lúcia fez a Primeira Comunhão aos seis anos. Toda a vivência família culminou em preparar Lúcia para o grande acontecimento, com a seriedade apesar da pouca idade.

No dia 13 de maio de 1917, depois da participação da Missa, às 6 horas da manhã e do café, os três Pastorinhos pegaram a merenda e juntaram os rebanhos das duas famílias; seguiram para um lugar incerto para pastorear o rebanho, conduzidos à Cova da Iria. Lá,inesperadamente, , aconteceram as Aparições de Nossa Senhora, que deram novos rumos à vida deles. A partir de então, além dos compromissos habituais como pastores, tiveram uma vida de intensa oração e penitência em reparação e conversão dos pecadores.

Gilberto e Nilza Maia
Missionários da Comunidade CançãoNova

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